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afonsonunes

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Há quatro anos, a direita, por sinal bastante torta, recusou liminarmente qualquer diálogo ou entendimento com o PS, precisamente na altura da campanha eleitoral. Concretamente, qualquer coisa como, ou eles ou nós.

É sabido, mas esquecido por uma certa espécie de democratas, que a coligação, ao longo de todo o seu mandato, se esteve sempre nas tintas para dialogar, antes de tomar decisões importantes para o futuro do país.

O seu desastrado e desastroso programa não admitia qualquer discussão, nem qualquer cedência, mesmo quando ele era nitidamente errático, como o foi tantas vezes. Foi essa a sua conceção de democracia até agora.

Há quatro anos, a desculpa era Sócrates. Com ele, nada feito. Durante estes últimos quatro anos e já nesta campanha, o programa da coligação, foi Sócrates e o PS. Programa próprio não há. Resta Costa para a salvação.

Pois, Sócrates já não resulta, porque só serviu para esconder o que não tinha discussão. A coligação não tem ideias, não tem gente competente, não faz as reformas de que o país tanto necessita. Só quer conversa fiada.

O PS está a seguir exatamente o mesmo procedimento. Com Passos nada feito. Porque Passos foi muito pior que Sócrates, embora Costa o não diga. Porque a sua noção de democracia não tem a mesquinhez da de Passos.

Portanto, é com toda a razão que não confia em discussões ou promessas de acordos que nunca a coligação quis fazer. Sem um programinha sequer à vista, Costa não se pode comprometer a falar com quem só quer adesão.

Que raio de democracia é esta de um Coelho acossado, que reclama da oposição, numa campanha eleitoral, que seja patriota e o ajude a ganhar as eleições. Definitivamente, o homem e quem o aclama, ensandeceram.

Sobre o passado do PS e do PSD, era bom que houvesse um pouquinho de seriedade, só um pouquinho, porque hoje o país corre riscos que, com o PS nunca correria. Nem nunca correu. Em tudo. Sobretudo na democracia.