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afonsonunes

afonsonunes

23 Fev, 2017

Ai que saudades


Ai que saudades que eu tinha do sério, honesto, consciencioso, inventor, patético, malabarista, convencido, iludido, rancoroso, Aníbal, Silva e cidadão mais conhecido pelo homem da Coelha que teve uns dinheiritos no BPN.

Mas teve sobretudo a coragem de meter na ordem um sujeito bem preparado, conhecedor do seu ofício e lhe levantava a voz sem saber com quem falava.

E teve até o desplante de o mandar espiar no seu reduto inviolável e super resguardado e protegido.

Hoje, depois daquela fenomenal depressão de popularidade, conseguiu, com toda a lata de professor de ignorantes, subir ao mais alto pódio da fama.

Quase seiscentas páginas de palavreado roto vistas à lupa pelo seu indesmentível autor, deixaram os portugueses de boca aberta perante a força da convicção de um autor que reconquistou a fama perdida.

Jamais, em tempo algum, o país conheceu um momento assim: o cadáver político ressuscitou na televisão, em direto, perante o olhar atónito dos portugueses que já o tinham esquecido incompreensivelmente, depois de tanto lhe terem rezado pela alma.

A partir de agora é só subir, subir, subir, antes de cair, cair, cair, até ao fundo do fundo em que saiu do seu emprego do qual ainda hoje respeita o horário regimental na salinha do palácio.