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afonsonunes

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21 Out, 2015

Alapados

 

Diz-se por aí que vivemos num impasse. Mas qual impasse? Então não está tudo a correr dentro da normalidade decorrente da formação de um governo, conhecidos que são os resultados eleitorais? Até hoje, tudo bem.

Fala-se muito em maiorias, minorias, partidos grandes, partidos pequenos, coligações, tradições, etc. e tal. Ainda ninguém referiu que o PS é o maior partido português, pois foi o PS que obteve mais votos nestas eleições.

Porque toda a gente sabe que uma coligação não é um partido. São, pelo menos, dois partidos. Logo, não se pode dizer que o PSD teve mais votos que o PS. A menos que o CDS tenha desaparecido do mapa. Ainda não.

É evidente que não estou a querer dizer que é isso que lhe dá o direito de ver indigitado para PM o seu secretário-geral. Estou apenas a responder àqueles que veem no PS, um apêndice do PSD. Aqui não há apêndices.  

Espero para ver se o governo à esquerda avança e quando avança. Mas vejo por aí muita confusão, e a vários níveis, entre a coragem de tentar inverter o rumo deste pobre país e a cobardia de continuar a mentir.

Se há quem veja no Rato alguns roedores, pela Lapa não faltam alapados sob um poder corrupto, injusto, incapaz e moribundo. Entre a real instabilidade destes e a duvidosa instabilidade daqueles, prefiro a dúvida.    

Também se fala muito na sobrevivência de quem se receia. Na verdade, tudo indica que, para já, é o governo atual que não vai sobreviver. Daí o alvoroço desta campanha governamental que até parece que os vai salvar.

No meio de tanto desespero, não me admiraria nada que alguns dos não sobreviventes, andem já num rodopio a tirar fotocópias de tudo o que vão deixar para trás. Isto, se não puderem levar tudo. Já foi assim outrora.

Certamente que não virá aí um governo que nos traga um mar de rosas. Mas sempre será melhor que ficarmos com os mesmos governantes que nem laranjas sãs nos deixaram. Com alapados assim, o país sufoca de vez.