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afonsonunes

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12 Jul, 2014

AMOR DE PERDIÇÃO

 

 

Há quem morra de amores por aventuras do Patilhas e Ventoinha, só porque mete vento e ideias movidas pelo fresco de uma aragem que faz atirar corações para lutas que se perdem no vazio da sua origem.

Nem os mais afamados detetives conseguem demover esses seus pacientes de estreitarem os seus horizontes, o visual e o mental, para campos menos bucólicos, mas mais urbanos, ruidosos e alargados.

Hoje já não se luta com espada usada sobre cavalos ou sobre burros. A luta de hoje é confrontação de ideias que se não destroem só porque não são nossas, ou dos nossos. Sem querer conhecê-las.

A menos que se não tenha capacidade para as pensar e confrontar seriamente com as dos outros, sem a ideia preconcebida de que tudo o que vem do lado é para desprezar, para atacar e até ridicularizar.

Ridículo, não é quem tem ideias e faz propostas, boas ou más, pois só a sua discussão dirá do seu valor. Se constituem ou não alternativas às conhecidas, ou de que conhecemos as suas consequências.     

Os tempos dos moinhos de vento já lá vão e com eles, os moleiros que já não fazem farinha. Viver pelo progresso, sim, mas não morrer por amores que nos têm destruído a vida. São amores de perdição.

 

 

 

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