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afonsonunes

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04 Mai, 2015

ANACRONIA

 

Cavaco disse que a lei eleitoral é a lei mais anacrónica que existe. Se ele o diz é mesmo verdade, pois não sou eu que vou duvidar de tão importante personalidade e, muito menos ainda, do mais alto magistrado da nação.

Sim, Cavaco é alto e é importante. Atributos a que mais ninguém, em Portugal, pode aspirar, por enquanto, dentro desta anacronia social. Ora, se o país sofre de anacronia, é natural que haja cá bastantes anacrónicos.

Tendo nós a lei mais anacrónica que existe, logicamente, todos os portugueses andam permanentemente metidos em anacronismos que os afetam de todas as maneiras. Então, os portugueses são uns anacrónicos.

Desta terrível conclusão, quem quiser que se liberte dela, pois ninguém pode ser aquilo que não quer ser, ou julga que não é mesmo. É óbvio que Cavaco pode ser o primeiro. Embora, ele tenha muito a ver com o assunto.

Segundo se deduz das suas palavras, desde há muitos anos que ele anda com a anacrónica lei metida na cabeça. E nunca lhe deu para acabar com ela. Penso que, anacronicamente, esta foi uma das suas dores de cabeça.

Mas, tudo indica que a caminho da Noruega, sobre a terra e sobre o mar, mesmo acima de muito ar, dentro do avião, tudo o que é anacrónico no seu e nosso país, está em vias de se tornar puro como águas de bacalhau.

E a Noruega já ali tão perto. Terra de bacalhau, de bacalhoeiros, de negócios e de negociantes do bacalhau a pataco. Tudo isto, nada tem de anacrónico e aqui, ninguém é anacrónico. Nós, os anacrónicos, ficámos cá.

 

 

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