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afonsonunes

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29 Jan, 2018

As 4 festivaleiras


Muito se tem dito e escrito sobre as escolhas da RTP para o euro festival das cantigas que este ano vai decorrer em Lisboa. É um acontecimento inédito e que estava muito longe do pensamento de todos os portugueses antes de Salvador Sobral surpreender e conquistar a Europa no ano que findou.

Este ano quem vai surpreender tudo e todos são as quatro apresentadoras do evento mais mediático do país que está já a mobilizar muita gente e a gerar conversas e opiniões para todos os gostos e feitios.

Sílvia, Daniela, Filomena e Catarina já devem andar a sonhar com as suas possibilidades de desempenhos, não de cantar, mas de encantar a Europa e mostrar os seus dotes oratórios, os seus sorrisos e as suas, certamente, deslumbrantes vestimentas.

Sempre ajudadas pelo 'barulho' das luzes que o meio feminino do país já anda a imaginar como algo que nem consegue prever-se. E tanto que assim é, que já nem discute se as quatro surpreendentes e mais ou menos surpreendidas, foram a melhor e mais consensual escolha de quem de direito.

Mas quem não se cala são aqueles homens que talvez por não poderem tocar no quarteto, aventam hipóteses levadas da breca. Mas porque carga de água a Soninha, a grande Soninha que não é só grande no país mas, sobretudo, porque é uma mulher do norte, carago.

Depois, faltando a Soninha, obviamente que falta lá também o Jorginho que, embora sendo sportinguista aos domingos, o Porto já o tem como seu, em todos os outros aspetos. Para além disso, em quatro, é um 'insulto' não haver pelo menos dois que desçam até à capital nesse dia histórico para o mundo das cantigas.

É óbvio que tinha de haver duas vagas e duas saídas. E era difícil escolher, que é como quem diz, rejeitar, duas beldades tão prendadas. Isto para não dar crédito àqueles que queriam lá ver o Malato, ou todos e todas as pregoeiras e pregoeiros que todos os dias nos enchem os ouvidos com o 'liga, liga e torna a ligar', senão não ficamos podres ricos com o tal cartão da felicidade perpétua.

Porém, a escolha está feita. E cá para mim está bem feita. Que ganhava eu em estar para aqui a dizer que não está. No entanto, se eu pudesse intervir nesse processo, escolhia a Mariana Mortágua, a Cecília Meireles, o Hugo Soares e o Sérgio Pinto.

Como se vê, paridade perfeita e, além disso, cantam todos muito bem. A Europa havia de ficar maravilhada com o talento do canto mas, acima de tudo, com o poder de persuasão deste quarteto alternativo. Mesmo que se enganassem, ninguém diria nada, pois ninguém deixaria de bater muitas palmas a tudo o que dissessem.

Finalmente, a um espetáculo destes, com a dimensão internacional que não deixará de ter, faz falta alguém que, no nosso país, seja um maestro omnipresente em tudo quanto é sítio onde esteja a televisão. Com direito a discursar e a sorrir a cada frase proferida. Se alguém conseguir adivinhar quem é esse alguém, tem direito a ler isto prá aí uma dezena de vezes...