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afonsonunes

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22 Jun, 2014

AS PAREDES

 

 

Seguro bem tenta avançar no sentido contrário à parede mas, apesar de Costa não usar a espada, mantem-se estático, elevando apenas a voz e imitando uma certa argumentação, comum nas hostes laranjas.

Sempre tentando fugir para a frente mas a parede está lá atrás à sua espera. É uma questão de tempo. Mais tarde ou mais cedo, terá de se encostar a ela, porque as paredes não recuam. Os homens sim.

Não adianta querer muito uma coisa. É preciso merecê-la e ter o estofo necessário para a conquistar. Não é por fazer muitas acusações a quem tem a espada, que se livra de sentir a parede.

Também não adianta armar em forte, quando se tem pela frente alguém que empunha a espada e não recua. Seguro está de mãos vazias e Costa não tem pressa de o obrigar a encostar à parede.    

Mas, mudemos de parede. E de espada. Paulo Bento acaba de recorrer a uma espada que não tem, para se salvar de uma parede demasiado alta. A espada com que quer lutar está noutras mãos.

Com a agravante de ter de tentar saltar essa parede de costas para ela. Fica-lhe bem a opção de lutar. Lutar com as armas que tem e com as munições próprias. Não pode usar balas em pressões de ar.

Paulo Bento tem virtudes inegáveis. Mas, pelo meio delas, anda muita teimosia e muita permissividade em termos de regras e disciplina. E da tal nebulosidade que envolve o futebol português. 

Mudemos ainda mais uma vez de parede. Não sei se os nossos ‘merkelianos’ políticos felicitaram quem nos encostou à parede em Salvador. Ou se, pelo contrário, lhes pediram a milagrosa receita.

Não me admiraria nada se os nossos adversários de hoje se nos tivessem antecipado. Já não se pode confiar em ninguém. Todos têm muito respeito por nós, mas sabem que nós aguentamos tudo.