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afonsonunes

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Na realidade, as perguntas dos comentadores presentes no congresso do PS mostram à evidência que a maior doença atual do país é a visão enviesada de que a linha política seguida é um perigo, por considerarem que os riscos já deitaram tudo a perder.

Neste congresso do PS havia apenas um único ponto de interesse informativo. O que iriam dizer quatro congressistas, dos mil e setecentos participantes. E, para desgraça informativa, só um deles usou da palavra.

Foi, e continua a ser grande o alvoroço em volta do Assis(tente) da direita sequiosa de um choque frontal entre o PS confiante e o PS desconfiado. Só que há uma grande diferença entre o PS real e o PS de um homem só.

O homem só, o Assis(tente) da direita, não tem dúvidas em considerar-se um solitário. Mas, um solitário que mereceu mais atenção que mil seiscentos e noventa e nove congressistas. Foi o solitário da esperança.

Todos os comentadores e comentadoras das televisões, alguns tão coitadinhos na competência, não se prepararam noutro sentido que não fosse para aquelas perguntas estúpidas, sempre as mesmas, sobre as desgraças mais que previsíveis, numa governação que tem o estigma de uma geringonça a cair aos bocados.

No entanto, lá vai indo, em contradição com aquela velha governação de motores de cavalos e mais cavalos, cansados, obesos, sonolentos, finos de mais para trabalhar no duro. Agora, de papo para o ar, pretendem dizer ao atual governo o que deveriam fazer. Só que continuam a dormir.

O Assis(tente) da direita já falou e o congresso já acabou. Obviamente, para todos aqueles, e são muitos que, depois do insucesso do Inseguro, se voltaram para o Assis(tente) de Passos e seus persistentes seguidores. Que mais não são que resistentes teimosos por entre desiludidos.

Todas as soluções governativas têm riscos. Só que os riscos podem ser vencidos ou vencer quem os não soube superar. E, por agora, temos um governo que os tem vencido e tivemos outro governo que se foi vergando perante todos os riscos que acabaram por mandá-lo para a oposição. Que nem para isso dá mostras de servir.