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afonsonunes

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17 Dez, 2015

Assim, sim

 

Cavaco Silva diz que o Natal deve ser uma época de paz e alegria e que o país precisa de serenidade e de esperança. Obviamente que ninguém como ele tem contribuído para que assim seja. Aliás, os factos são disso, prova irrefutável.

Somos hoje um país cheio de esperança, vivendo uma serenidade enorme. Mas não só hoje. De há dez anos para cá, nunca tivemos outra coisa. Mas o país tem muito mais. E não é só no Natal. Temos muita paz e muito mais alegria de viver.

Certamente que, assim, Portugal só pode ser um dos países onde mais se respira felicidade. Tudo, graças ao melhor presidente de sempre. Devia rever-se a Constituição, mesmo à pressa, para que pudesse continuar mais cinco anos.

Sobretudo, para garantir a continuidade desta relação fantástica entre presidente e os vários governos que sempre apoiou, ajudou e elogiou, em especial, aqueles que não eram do seu partido. É o caso da formação do atual.

Veja-se como Passos sempre o admirou pela sua isenção, mesmo quando se viu metido em imbróglios irrevogáveis, ou quando foi preciso criar consensos amplos. Nunca houve problemas institucionais. Belém, sempre foi paz e alegria.

Assim, sim. Assim é que está bem. E assim vai continuar a ser, graças aos bons ofícios de Cavaco e Passos junto dos presidentes e governantes da direita europeia, que eram uma forte ameaça ao bom desempenho do atual governo.

A direita portuguesa está a desenvolver um projeto que visa convencer Portas, agora divorciado do seu saudoso chefe, a fazer iguais esforços junto da sua família política europeia, para que não hostilizem Costa e os seus ministros.

Tendo em conta o seu passado de governante impoluto e homem de uma verticalidade intocável, Portas não deixará de aderir à ideia de, também nesta solidariedade para com Costa, recriar uma nova troica com Cavaco e Passos.

Só assim a Europa se disponibilizará a aceitar que Portugal vai continuar na senda dos progressos tão visivelmente alcançados nestes últimos quatro anos. É a garantia das garantias. Depois, Costa vai ficar-lhes eternamente grato por isso.