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afonsonunes

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Se não estivesse escrito em letra de forma, ninguém iria acreditar que Manuela viesse a transformar-se numa militante masoquista, tal como muitos dos seus amigos. E também os seus maiores e menores inimigos.

Acima de tudo, sabendo que essa deriva masoquista, desagradaria profundamente ao seu muito estimado amigo Aníbal, que só tem o defeito, ou a virtude, de não poder encarar com masoquistas por perto.

Não será pois de estranhar que Manuela acabe, mais tarde ou mais cedo, por renunciar a essa amizade e ao aconselhamento que eventualmente lhe venha a ser pedido. Maus conselhos já o Aníbal deve ter quanto baste.    

Vamos lá ver se a coisa fica por ali. Já lá vão dois e, depois de consultada a extensa lista, podem aparecer mais alguns desertores. Obviamente, não fazem lá falta nenhuma, podendo até ser uma boa maneira de poupar.

Já há quem avente a hipótese de essas saídas serem compensadas com a chamada, inesperada, é verdade, do António que, ajuizadamente, se tem mantido estrategicamente calado, além de não ser nada masoquista.

No entanto, a comitiva do António, que não iria só, teria de ser muito bem negociada, não fosse levar algum masoquista infiltrado, do tipo João ou Eduardo, isto para não pensar em alguém muito mais indesejado.

Contudo, não se pode excluir a hipótese de Manuela cair na real e pedir desculpa ao Aníbal pela sua leviandade momentânea. Talvez até levasse alguém com ela. E assim, tudo voltaria ao doce paraíso do mel a pataco.

Desta vez deixei completamente de lado a política. Estou farto destas novelas do diz que é bom mas não presta. Hoje manifestei preferência por trazer aqui estes cidadãos anónimos que também queriam manifestar-se.