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afonsonunes

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O baile é esta dança de emoções que dia a dia perpassam pelas nossas vidas, ora repletas de acontecimentos estimulantes, ora pejadas de sentimentos frustrantes. Mas normalmente o baile, ou a dança, continua.

O que varia é o ritmo e a vontade de dançar, pois há muitos fatores que nos comandam e que, em muitos casos, não temos a mínima probabilidade de os controlar. Nem de os acelerar, ou de os travar.

É o caso da ação do Ministério da Justiça. Vai averiguar se Santos Silva e João Perna partilham a mesma cela na prisão. Como se trata de uma averiguação de especial complexidade, vão passar meses sem resultados.

Não é de estranhar, pois o mesmo se passa com o segredo de justiça. Agora não se pode falar disso, em virtude da especial complexidade do momento. Aliás, quando for oportuno, vão ser pedidas ideias ao PS.

Tenho a sensação de que este governo pode ser considerado o pai da falta de ideias para o país. Não é por nada de especial. É simplesmente porque quer ter a fama e o proveito de ser o pai tirano no diálogo com o PS.

Foi com um espanto enorme, vá lá, retiro o enorme, que soube hoje através da revista Visão, que Passos foi apanhado em escutas telefónicas da AT. A ordem foi imediata: ‘alto e para o baile, isto não pode acontecer’.

Estou ligeiramente confundido. Será que Passos é o pai da rolha? Ou será que algum sucedâneo da rolha assumiu as suas responsabilidades de filho de pai incógnito? Se este país está mal de pais, não está melhor de filhos.

Este país, o nosso país, atravessa hoje uma época de uma nova liberdade de tratar os portugueses, consoante critérios dos pais de uma nova igualdade e de uma nova democracia. É preciso dizer, alto e para o baile.