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afonsonunes

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Três nomes, três casos de personagens carregados de simbolismos causadores de fortes receios de que os cidadãos dos seus países não podem dormir descansados face ao que lhes pode acontecer da noite para o dia, como já aconteceu a outros cidadãos, que não são uns cidadãos quaisquer.

Normalmente, cidadãos com muito poder mas que não conseguiram resistir ao poder, considerado diabólico por gente entendida, receosa do que lhe possa sair em sorte e, mesmo assim, não deixou de se pronunciar pela injustiça das decisões dos três personagens temidos nos seus países pelo abuso e discriminação das suas altas funções.

Baltasar, forte e dominador durante muitos anos, crítico de Sérgio a quem acusou de perseguição implacável a um grande vulto de nível mundial, foi ele mesmo ganhando a fama de ser implacável para com grandes figuras do passado no seu país. Baltasar não resistiu ao tempo de um procedimento continuado em que se julgou acima de tudo e de todos julgando a sua impunidade inatacável para sempre. Acabou vitimado pela sua ousadia e convencimento de que o seu poder era eterno.

Sérgio, teve muito de semelhante a Baltazar. Mas mais ainda o facto de subverter acontecimentos por forma a beneficiar os seus interesses e ganhar apoios estranhos para a credibilidade das suas decisões. Com esses benefícios acabou com um regime, tendo em vista a sua ascensão a níveis mais elevados do poder no seu país. Corre agora o risco de ver a sua conduta desmoronar as suas aspirações, face a denúncias que podem acabar-lhe com todas as ilusões.

Carlos, por muitos considerado um dos homens mais poderosos e temidos do seu país, foi e ainda é, considerado um génio de operações especiais, conhecidas como batalhas sempre ganhas, fosse contra quem fosse, sempre com o cunho de lutas imparáveis contra o mal, embora fosse mais a fama que o sucesso real conseguido. No seu meio foi rei e senhor, seguido religiosamente pelos seus pares, até que passou a ter concorrência inesperada. Confiou demais na sua superioridade e agora, pode ter-se iniciado o ciclo de perda de poder, de perda de apoios generalizados, a descoberta de pontos fracos no sistema e o esvaziar do balão que sofre uma picadela.

Obviamente que um sistema não cai de um dia para o outro, nem um ídolo é sacrificado do dia para a noite. Tudo tem o seu tempo, porque o tempo tudo dá e tudo leva, mesmo quando o sistema está bem alicerçado com colunas humanas como se de betão se tratasse. Porém, até o betão cria fissuras por onde entra a humidade que destrói estruturas pensadas para durar eternamente.