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afonsonunes

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07 Jun, 2016

Barrigas

 

Falar de barrigas é entrar por uma porta que dá para todos os lados. Ao que parece, ou que está a ser divulgado nos mentideiros, o presidente Marcelo está com um problema desse género: as barrigas dos outros.

Começo pelas barrigas das outras que, pelo menos aparentemente, crescem mais e muito mais depressa, que as barrigas dos outros, ao entrarem nesse negócio de barrigudos. Ora, Marcelo, não é nada disso.

Não é, mas está a desiludir muitos barrigudos e muitas barrigudas. Mas tudo isso é apenas uma questão de, incha e desincha, em mais ou menos tempo. Marcelo não tem, nem parece vir a ter, tendência para barrigudo.   

O presidente vai receber hoje em Belém, vinte e três magriços e quase outros tantos com mais ou menos barriga. É a seleção dos sonhos, das esperanças e, como de costume, o motivo de todas as festas antecipadas.

Antes de partir já ganhámos tudo, somos os maiores. Melhor: a seleção é a maior, temos o maior, e tudo vai correr pelo melhor. Valha-nos isso no futebol, já que a nível do país, diz-se que somos do piorio: uma negação.

Hoje, na receção de Belém, Marcelo vai exigir à seleção que faça o mesmo que o seu Braga: tragam o caneco! Fernando Santos vai dizer que acredita. Eu diria que mais vale falar pouco e trazer muito, que vir tudo de beiça.

Ter o melhor do mundo, é muito bom. Mas não quer dizer que tenhamos os onze melhores do mundo. É muito bom ter vontade de entrar com tudo para vencer. Desde que não se entre com muito do que devia ficar de fora.   

Temos experiências passadas que nos mostraram que pode haver um ou outro jogador que estraga o muito que os outros dão. E até os melhores do mundo têm jogos maus. Por isso, é bom acreditar, mas com modéstia.

Como diz o povo, ninguém deve ter mais olhos que barriga. É que, ganhar o europeu, não é ir ali à esquina da nossa rua e voltar. Ir ao europeu, é ir um pouco mais longe. E também um pouco mais difícil. Festas, só depois.