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afonsonunes

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Basta! Isto não vai lá com murros na mesa. Até porque as mesas não têm culpa nenhuma. Independentemente de quem se senta em boas e belas cadeiras à volta delas. As mesas são cegas, surdas e mudas. As pessoas que as utilizam não o são, de todo. Mais tarde ou mais cedo, não tardará que os murros passem da mesa para mãos sem luvas de boxe.
Vergonha!! É efetivamente uma dupla vergonha que quem anda a dar murros nas mesas sejam pessoas que deviam ter o bom senso de não cometer o crime de criarem condições para levarem a ameaças de morte, a criarem estados de espírito que as levem a vandalizar bens pessoais e bens pertencentes a instituições. Esta vergonha vem de muito longe e ainda não se viu ninguém preocupar-se a sério com isso.
Chega!!! Tal como dizer basta, não chega trazer para a ribalta esta palavra chega, tantas vezes utilizada agora como palavrão. Chegar-se ao ponto de chamar morto a um governante, acrescentando-se que só falta fazer-lhe o enterro, é tão deplorável como apagar esse dito indigno da comunicação social em geral. Isto mostra que há muita gente que pactua com tais provocações. E até quem as aplauda.
Basta de tanta falta de vergonha e chega de tanta hipocrisia e falta de coragem para pegar o touro pelos cornos. Isto não tem nada a ver com partidos, nem com governantes, nem tão pouco com oposições. Isto tem a ver simplesmente com pessoas anormais, que não respeitam regras de civilidade e cidadania, que querem impor-se pela agressividade verbal e, se for preciso, pela agressividade física, usando o medo e a violência como forma de dominar a opinião pública.
Como não podia deixar de ser tudo isto tem muito a ver com a justiça que não temos, visto que há quem não se liberte de processos que duram muitos anos e há quem nunca seja incomodado pela justiça quando pratica atropelos às leis, ou nitidamente prejudica terceiros com continuadas campanhas de acusações que a justiça acolhe facilmente, mas que muitas vezes dificilmente as consegue provar.
Por tudo isto, basta, vergonha e chega, são apenas três palavras que deviam merecer muito mais que murros na mesa e conotações que não passam de politiquices. Na verdade, o que vemos são caneladas, empurrões, cotoveladas, safanões, simulações, acusações, cabeçadas, rasteiras e outras boas maneiras de tornar a vida de muita gente ainda mais complicada do que já é por outras razões diferentes.