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afonsonunes

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28 Ago, 2014

BESTAS

 

 

Já não basta a fome, a miséria, as injustiças, os atropelos a todos os direitos da pessoa humana. Já não basta que circulem impunes, todas as bestas causadoras. Depois dessas, ainda há as bestas que matam.

Sobretudo, que mandam matar sem olhar a quem. Às dezenas, às centenas, aos milhares. Durante dias ou meses, sem vacilar, como quem está a matar coelhos numa coutada. Sem pagar entrada.

É o que está a acontecer em vários países. Invadidos, ocupados ou revoltados. Quando tudo está destruído e os mortos enterrados, ou soterrados, subitamente, querem conversar, querem cessar-fogo.

Depois, armados em vítimas ou em bons matadores e destruidores, apelam à comunidade internacional para que ajude a reconstruir cidades e aldeias. Depois de esquecerem as vidas que não voltam.

Porque começaram essas matanças? Porque não as pararam antes? Porque não conversaram sobre as suas consequências a tempo de as evitar? De lógico, no meio disto, é óbvio que as bestas não pensam.

E, infelizmente, o mundo apenas faz apelos à paz, ao bom senso dos contendores, ou dos agressores mas, no fim, todos ficam felizes. E amigos como dantes. O que passou, passou. Quem morreu, morreu.

No mundo da política suja, quase já não há outra, também abundam as bestas que só admitem o que têm na imunda cabeça. Para eles, o lixo está na dos outros. Depois, estranham as guerras que provocam.