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afonsonunes

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Andar bem informado no mundo atual não é tarefa fácil, principalmente para os cidadãos que não dispõem de tempo nem meios para procurar notícias fidedignas que só poderiam obter através de jornais, rádios ou televisões credíveis, coisa que está cada vez mais difícil conseguir plenamente.

Por outro lado, o mundo está inundado de demagogos, de mentirosos profissionais ou de encantadores, não de serpentes, mas de pessoas, de multidões, quando não de países. A política, de um modo geral, está abominável, com governantes e opositores a assumirem posições tão extremadas, tão incoerentes e tão contraditórias, que semeiam o caos entre quem os escolhe pelo voto, ou os repudia através da abstenção.    

Como a política mexe com todas as atividades de todos os países, o panorama repete-se praticamente em cada uma delas com os mesmos efeitos e consequências.

Assim, o que encontramos muitas vezes na informação corrente, a todos os níveis, são bocas, farpas, recados e até, aqui e além, bem dissimuladas, bojardas de se lhe tirar o chapéu, pela sua dimensão, alcance e poder de aceitação.

No nosso país temos verdadeiros especialistas nessas diversas modalidades comunicativas. Não quero dizer, nem admitir sequer, que todos esses especialistas se dediquem a espalhar os seus ditos com a pior das maldades. Até admito que há mentiras piedosas, promessas bem intencionadas, ou ainda os amigos para o bem e para o mal.

O rei das bocas do futebol mora lá em cima e quase todos os dias lança uma boca nos jornais sobre os seus inimigos, que tem eco em todos os meios de comunicação social. Normalmente, essas bocas destinam-se a lançar a confusão destinada a acusar, para disfarçar o que se passa na sua própria ‘casa’.

Os ‘bandarilheiros’ lançam as suas farpas mais ou menos afiadas certos de que vão ferir vítimas indefesas. Este tipo de competição entre gente de todos os negócios escuros, públicos e privados, desenvolve-se e cresce nos meios politiqueiros, onde cada qual vive para enganar todos aqueles que lhes fazem o mesmo. Muito comum nos meios onde a partidarite impera.

Os recados são coisa mais fina, mais sensível e mais interpretativa. Isto é, o recado, normalmente, vem de cima para baixo. Pode nascer de uma opinião, de um desabafo, de um conselho. Mas, quem o ouve, pode transformá-lo em recado dirigido a alguém a quem interessa minimizar ou até mesmo criticar, ou ofender. É sabido que de Belém, vêm ‘recados’ todos os dias e para todos os gostos.

Depois de tudo isto, restam as bojardas. No mundo delas, os cidadãos vivem aturdidos com os ecos e ondas que provocam. Os meios onde se desenvolvem e rebentam com estrondo ou estardalhaço, são essencialmente os financeiros. Os que envolvem figuras da nata social e económica, ou entre aqueles que os protegem, dentro do meio político e judicial.

As bojardas não rebentam no meio dos cidadãos comuns e muito menos entre os menos interventivos. Mas são estes, uns e outros, a sofrer na pele as consequências de tamanho espólio do erário público.  

      

 

         

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