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afonsonunes

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Muito se tem falado de um braço de ferro entre Bruxelas e Lisboa. Porém, não faz qualquer sentido dizer que há um braço entre as duas cidades, mesmo que seja feito de um qualquer material. Mais mole ou mais duro.

Claro que, para os molengões, que nunca fizeram nada na vida, o braço tem mesmo de ser de ferro. Pudera, não é o deles. Esses molengões, vão exibindo braços de esferovite, ou seja, quando partem os seus bracinhos.

Não no trabalho, obviamente, mas nas cambalhotas que vão dando nas suas moles actividades. Quanto aos braços de Bruxelas e de Lisboa, que não dão abraços, trocam apenas umas cotoveladas bem intencionadas.

É evidente que não são aqueles abraços da Lisboa dos últimos quatro anos, que esses eram tão apertados que sufocavam o país. Agora, Bruxelas aperta, mas Lisboa lá vai conseguindo alargar o envolvimento.

Lisboa não pode responder de igual para igual a Bruxelas. O dinheiro tem muita força. Só que Bruxelas pode exigir mais dinheiro, mas não pode exigir que Lisboa o vá buscar, onde Bruxelas estava habituada a ir sacá-lo.

Todos os molengões deliram ao ouvir Bruxelas a exigir com voz forte, o plano de reformas. Mas vão delirar muito mais quando, segundo já foi anunciado, Lisboa vier apresentar esse plano já na próxima quinta-feira.

Lisboa vai finalmente apresentar, não o tão reclamado plano B, mas o inesperado plano S. Sim, tudo indica que será o plano Surpresa que os molengões tanto têm receado, mas no qual nunca imaginariam ouvir falar.

É evidente que isto são apenas as previsões do meu indiscreto dedo mindinho esquerdo. Surpresas para Bruxelas mas, sobretudo, para os seus bons amigos e informadores. Talvez seja melhor dizer, seus colaboradores.

E tudo isto, mesmo antes de serem conhecidos os tais papéis, que não se sabe bem ainda, quem anda a escondê-los. Por aí, surpresas haverá muitas com certeza, mas Lisboa não pode contar com essa papelada inútil.

Mas pode contar com o dinheirinho que tem andado de mão em mão como as pombinhas da ‘catrina’, sem sequer deixar umas ‘boseirinhas’, no chão que sobrevoam. Bruxelas vai resmungar e os molengões vão pagar.