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afonsonunes

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26 Set, 2016

Cadelas e cães

 

‘É inacreditável que hoje se passeiem mais os cães do que as crianças’. Respiguei estas palavras de um artigo do DN. Concordo plenamente com a afirmação e acho inacreditável que os cães e as cadelas beneficiem de uma estúpida tolerância anti-higiénica nos espaços públicos, concedendo aos donos e donas dos companheiros de passeio, uma impunidade que tresanda a intolerável porcaria.

Hoje há cadelas e cães a viver em promiscuidade com pessoas dentro de habitações exíguas, onde o canídeo tem de dormir na cozinha ou na casa de banho, se lhe não for permitido dormir no quarto ou quartos ocupados por pessoas. É evidente que o animal não tem o poder de contenção de líquidos e sólidos até ao dia seguinte, com acesso ao ar livre.

Os espaços verdes de muitas cidades são, hoje em dia, os locais privilegiados para passear os cãezinhos e os canzarrões de gente que nem se dá ao trabalho de os passear com a trela na sua devida função. Até parece que esses espaços verdes foram concebidos para essa disfunção, pois as crianças e os adultos, se pensarem duas vezes, nem lá põem os pés.

E há quem viva cercado de cães e cadelas por todos os lados. Eles ladram de dia e de noite em varandas de casas de avenidas, em quintais ou jardins que dão para a rua, assustando quem passa e tornando-se um verdadeiro suplício para quem vive ao redor dessas fontes de ruídos, sobretudo para pessoas idosas que têm problemas de saúde.

Claro que os animais não têm culpa de ter os donos que têm. Que, não raras vezes, os deixam fechados em casa por dias e noites seguidas quando têm de se ausentar sem os poderem levar com eles. Autêntica violência que contrasta com a apregoada dedicação que tanto apregoam quando falam dos seus ‘melhores amigos’.

No entanto, há leis e muitas recomendações sobre os direitos dos animais e sobre as obrigações de quem os acolhe. E há fiscais das câmaras municipais, freguesias, autoridades sanitárias e autoridades que vigiam os espaços públicos. Será que ninguém vê nada? Ou será que ninguém quer proteger quem precisa e vê a sua saúde permanentemente em risco?

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