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afonsonunes

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06 Ago, 2014

CALMA; MUITA CALMA!

 

 

Como toda a gente sabe, a situação do país está perfeitamente controlada, apesar de alguns agitadores estarem apostados em querer comparar esta situação com outra de triste memória.

São esses mesmos que dizem agora mal de tudo, quando já esqueceram a ginástica que nós tivemos de fazer, para por tudo direitinho e a funcionar na brilhantina. Não brincamos em serviço. 

Vemo-nos obrigados a pedir calma aos portugueses para que não deem ouvidos a quem anda a meter-lhes medo. Medo, têm eles que o seu banco lhes feche a torneira. Mas, se fechar, outro novo virá.

Nós temos soluções para todos os problemas que herdámos e para todos os berbicachos que vão aparecendo, resultantes daqueles problemas. De matemática e de dialética, sabemos nós de sobra.

E, sobretudo, temos muita calma. O país não pode andar agitado, só porque os bancos correm o risco de não ter dinheiro. O país não são os bancos. O país, somos todos nós, os que o salvaram da bancarrota.

Aqui juramos que, bancarrota, jamais, em tempo algum. Aliás, depois de acabarmos com os bancos, acabou-se o vil dinheiro. Logo, acabou imediatamente o perigo de bancarrota. Com calma tudo se resolve.

Também os bolsistas devem ter muita calma. Parece que estão perdidos, mas não estão. Sem bancos e sem dinheiro, essas preocupações são fantasmas que as vossas cabecinhas vão perder.

E vão perder definitivamente esse frete de estar o dia todo a ver a evolução das ações. Uma boa ação é aquela que vos põe a dormir o dia inteiro, de papo para o ar. Pensando apenas no que já fizemos.

Mas, se quiserem fazer mais qualquer coisa, dediquem-se à agricultura, que até pode ser feita na vossa garagem ou na varanda. Em alternativa têm a pesca. Nem que seja no aquário da sala.

Que ninguém tenha dúvidas. Com calma a vida é muito mais fácil. Eu, por exemplo, dou banho ao gato três vezes por dia. Isto porque não tenho cão. E a quem eu queria dar um bom banho, não me deixam.