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afonsonunes

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Certamente que eles já se julgam poderosos candidatos ao poder. Não propriamente a virem a ser detentores de um poder exercido com a sua conquista direta, mas a aproveitar as sobras dos poderosos do costume.

Como o poder se conquista com votos, há os que conquistam muitos e os que conquistam poucos. Por vezes acontece que quem obtém muitos, só chega ao poder com quem obtém poucos. Logo, tem de ceder poder.

Assim, o poder fica dividido, quase sempre descaracterizado, por ser exercido debaixo de pressões e interesses contraditórios. Todos nos lembramos dos episódios rocambolescos do tão irrevogável atual vice.

Como vêm aí eleições, já se perfilam novos candidatos a exigentes poderosos. Certamente que não chegarão a vices, mas podem chegar a bater o pé a alguém que precise de um exigente, ou mais, para mandar.

Mando ou poder, é o que querem os três novos candidatos: Marinho e Pinto, Rui Tavares e Joana Amaral Dias. Qualquer deles já manifestou disponibilidade para ser ajudante de poder. Com muitas ideias velhas.

Acabar com isto, criar aquilo, ajudar aqui, combater acolá, são a súmula das suas tão novas como velhas aspirações. Que não são diferentes das dos poderosos que as passam como novidades das atuais campanhas.

É verdade que serão caras novas. Mas não me parece que o seu poder vá além do velho poder dos ajudantes. Um poder baseado na exigência do vai ou racha, do dás-me ou bato a porta, à Portas, de tão má memória.

O país precisa mesmo de caras novas. Com palavras novas para arrumar de vez com estas birras, pois que já nos deram de tudo, menos daquilo que se precisava. Mais miséria, não. Menos hipocrisia e outra atitude, sim.