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afonsonunes

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Estive quase tentado a escrever sobre crime e castigo. Não sei porquê, mas soava-me melhor ao ouvido. Depois pensei um pouco e cheguei à conclusão de que não havia crime nenhum, mas apenas inconsciência.

Aquele que eu já me preparava para considerar um criminoso, não passava afinal de um inconsciente que não conhece sequer as suas obrigações. Voltei a ter dúvidas. Agora, se o inconsciente deve ser punido.

Eu acho que sim, mas quem sou eu para achar. Corro o risco de me chamarem ‘achista’ mas, mesmo assim, insisto em achar, pois quem acha que pode ignorar as suas obrigações, tem de permitir isso aos outros.

Este inocente de que me ocupo, e que é ao mesmo tempo inconsciente, é também muito intransigente para com quem não pode cumprir as suas obrigações, não por culpa própria, mas por culpa de inconsciência alheia.

Acresce ainda que o presumível inocente é extremamente exigente nos castigos a aplicar aos transgressores, ou seja, a todos aqueles que se atrasam em qualquer coisinha. Mesmo aos relapsos de poucos dias.

Ora, o meu inocente, inconsciente e exigente, andou cinco anos a ser relapso. E, apesar disso, a culpa não foi dele. Minha, também não foi. Mas, mesmo sem crime, não me passa pela cabeça que tudo fique assim.

E então, do que é que eu me lembrei. Para que tudo fique no seu devido lugar, o inocente deve ter um castigo de cinco anos. Nada de prisão, claro. Quando chegar à idade da reforma, fica cincos à espera dela, mas à borla.

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