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afonsonunes

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13 Fev, 2016

Cavalos corridos

 

Pinto Balsemão fala como se fosse o domador dos cavalos que puxam a carroça do PSD. Carroça, ou coche, que tem como carroceiro, perdão, como cocheiro, o ‘cavalo cansado’ Passos Coelho. Bela imagem do PSD.

Não lembraria a ninguém da companhia de António Costa, arranjar uma tal corrida de cavalos cansados a reboque da carroça que deviam puxar. Não admira pois que o andamento seja nitidamente no sentido errado.

Afinal, não é Costa que precisa de decoro, pois não é Passos que tem energias ou competências para sugerir seja o que for. Precisa é de quem, como Pinto Balsemão, lhe lembre o que devia fazer: mudar de cavalos.

Mas não só. É preciso que a cavalaria toda mude de cartilha, substituindo o rançoso liberalismo selvagem pela verdadeira social-democracia. E não sou eu que o digo, nem foi Costa que teve o decoro de tão inútil sugestão.

Aliás, Passos, é mesmo incapaz de inovar. Trilha sempre o mesmo percurso, qual cavalo de circo, às voltas na pista circular, sempre sob o chicote do seu amestrador. É que as acrobacias são sempre as mesmas.

Essa de não querer nada com Costa, já a tinha usado na campanha que lhe deu o poder. Estará a pensar que tudo se repete, desde que repita os truques e as manhas passadas. Mas, é preciso ter algo de novo na manga.

Não é difícil adivinhar que não adianta querer que Costa ou os eleitores lhe deem aquilo que sempre recusou dar. O que prometeu em dois mil e onze. E o mais provável é que não seja Passos a ter de defrontar Costa.

Nunca se sabe quando será a próxima corrida. Nem nunca se saberá qual das duas quadrigas apresentará cavalos mais cansados. Mas sabe-se que uma das quadrigas vai ter os seus cavalos corridos. Mas isso é quando for.

Nestas coisas de corridas de cavalos a que se refere o cavaleiro mor, há sempre que ter em conta os cavalos corridos da pista. Pinto Balsemão sabe perfeitamente o que é correr e ser corrido. Pois, já passou por isso.