Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

 

Parece-me de bom-tom começar sempre por cima. E por aí, fiquei enjoado de ouvir falar tanto do medo de mudar. Da necessidade de mudar. E mudar ao meu gosto. Mudem para o que eu quero. Porque não mudas tu?

O país atravessa um período áureo em matéria de humoristas de primeira água. Água? Nem tanto, pois é a laranjada que está a dar no goto, não para matar a sede, mas para servir de ressaca aos velhos do velho absinto.

Quase que me esquecia dos humoristas. Talvez seja melhor chamar-lhes cómicos. Contam-nos coisas fantásticas. Mas não faço a menor ideia de qual o motivo por que não fazem rir o pagode. Como o saudoso Solnado.

Um desses cómicos do sério, disse que prenderam um, de um lado. Logo, deviam ter prendido dois, do outro lado. Com franqueza, alguém acha graça a uma coisa destas? Para ter graça, devia dizer os lados e os nomes.

Agora, a coisa mais engraçada que ouvi, foi uma alusão a perigosos condicionamentos sobre pessoas que digam e desdigam. É preciso calar os perigosos condicionadores, para dar lugar aos bons condicionadores.

Também não podia deixar sem uma referência os nossos hóspedes de Bruxelas que julgávamos esquecidos da hospedagem. Afinal, eles voltam e querem. Ah pois, eles é que dizem o que querem para nós. Ai, não, não é.

Eu até queria uma garrafinha de tintol. Mas se calhar não pode ser. Lá tenho de ir tomando o meu chazinho. É que nem café posso cheirar. É demasiado forte para tempo de fraquezas. Mas, por favor, laranjada, não.