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afonsonunes

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Não é tradicional um coelho ter apenas uma coelha. Se assim fosse, a sua prole estaria bem controada o que não acontece nesta união de facto, em que as opções se quedaram pela escolha única.
Tradiconalmene, coelhos e coelhas, indiscriminadamente, tratam da sua vidinha sem limitações, traduzindo-se as suas atividades reprodutivas numa produção em série de muitos e novos coelhinhos.
Mas esta singular união de coelho e coelha, não só não aumenta a prole, como tem vindo a diminui-la preocupantemente. Parece até que na respetiva coelheira entrou a malina tão frequente na raça.
Obviamentte que a malina entrou primeiro no coelho. Depois, a fiel coelha, desprevenida, acabou irremediavelmente contaminada. Mas, submissa, não tratou de se resguardar e o seu sacrifício está a desesperar muita gente.
Os lisboetas, há alguns dias, queixaram-se muito com a suspeita de que os estrangeiros tinham deixado a cidade infestada com uma praga de percevejos. Praga que logo a DGS considerou inofensiva.
É de crer que a praga dos orelhudos, a malina dos coelhos, seja muito mais contagiante entre a espécie que os percevejos. Mesmo que a DGS não dê por ela. Mas os lisboetas vão notá-la, à medida que os dias vão passando.
Vai mesmo ser superada pela febre das cristas amareladas das galinhas que andam alvoroçadas com com o milho que lhes vai ser distribuido no domingo. Logo, mais cristas, menos coelhos.
A tradição já não é o que era, dizem os espantados e incrédulos tradicionalistas. Pois não. A criação está numa de degeneração das regras dos criadores. Julgavam eles que nunca sobraria milho para os pardais e cenouras e folhas para os outros roedores.