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afonsonunes

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A corrupção está na ordem do dia. É natural, ou ela não estivesse infiltrada a todos os níveis na sociedade portuguesa. Mas, o mais curioso é que, normalmente, são os maiores corruptos que mais falam nela.

Agora, com Sócrates na prisão, até parece que não havia mais nenhum. Ele foi o político mais investigado ao longo de muitos anos. Sempre com a aparência de que havia denúncias maldosas vindas de quem o odiava.

E a ideia de que a própria justiça queria, particularmente em relação a ele, descobrir coisas que não interessava descobrir em outros políticos com mais evidências de sucesso investigativo. São coisas ainda muito obscuras.

Também está na ordem do dia a movimentação de ideias obtusas em relação às políticas defendidas pelos protagonistas das próximas eleições legislativas. Duas coisas esquisitas: consensos e bancarrota. Duas tolices.

São duas linhas de pensamento, melhor, de armas de arremesso, sempre apontadas ao alvo errado, por quem não está, nem nunca esteve disposto a falar a sério sobre isso. Coisas que trazem enganada muito boa gente.

Mas, a coisa que mais prejudica, e continuará a prejudicar fortemente o país, talvez até à extinção destas castas políticas, é a hipocrisia que elas usam sistematicamente em tudo o que dizem e fazem para sobreviver.

Vai tardar que o país consiga começar a viver numa base de verdade em tudo. A começar por uma justiça séria, sobretudo, não partidarizada. Isso terá de passar por outra atitude de quem pode meter a mão na massa.

Não pode acontecer que se fale de acabar com a impunidade para uns e deixar que muitos outros continuem impunes. Há grandes discursos nas palavras, mas pequenos no sumo. E muito mais pequenos quanto a ação.