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afonsonunes

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15 Fev, 2015

COLA E DESCOLA

 

Acho muita piada aos profissionais da nossa praça do comentário político quando se debruçam sobre as reais possibilidades dos representantes partidários chegarem aos lugares em que cada um os deseja ver.

É frequente ouvir dizer com toda a propriedade que Costa não descola. Como sou um bocadinho atrasado, não percebo bem o que tão sensatas observações querem dizer em concreto. Talvez, que ele não vai chegar lá.

Eu também podia dizer que a colada trindade política que conduz o país, não descola do erro que a norteia. Ou que eles, os três, não descolam uns dos outros. Ou, quando dois deles, nos dizem que cola vão usar agora.

É evidente que Costa não cola com o desejo deles de uma descolagem para baixo dos níveis de quem agora olha de baixo para cima. Também não cola com o receio de quem está à espera de uma descolagem final.

Mas, mais certo que tudo, é a colagem dos adversários de Costa aos números que já vêm de há muito tempo, em descida permanente. Apesar de andarem a prometer uns bónus diários ao ritmo de um em cada dia.

Claro que eles, os que falam em descolagem, não perdoam a Costa que lhes tenha destruído o Seguro de vida garantida. Mas que saudade eles têm desse tempo. Sempre gostaram de falar de facilitismo. Que se foi.

Também não dizem, porque não veem, ou não querem ver, onde teria colado o seu ídolo Seguro, se ainda lá estivesse. Também desconhecem que hoje há mais dois partidos na mesma área política. Pois é. Não veem.

Sei perfeitamente que tudo isso faz parte do momento. Quando não há argumentos de vitória, arranjam-se argumentos de derrota. Há pois que transferir esses argumentos para o adversário. As derrotas são amargas.

Obviamente que tudo isto que digo e o que eles pensam e dizem, pode estar a pecar por prematuro. Resultados, só no fim. Mas, é um facto que já nos acostumámos a ver tudo falseado antes do tempo. Campanhas…