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afonsonunes

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Nesta campanha que caminha para o fim, encontramos duas coligações que, normalmente, poderiam ser designadas por, coligD e coligE. E encontramos também um PC que bem podia ser a dupla Portas Coelho.

D, quer direita, E, quer dizer esquerda. P, quer dizer Portas, C, quer dizer Coelho. É maravilhosa a sintonia. Durante algum tempo pareciam estar em desacordo sobre as responsabilidades com o país que temos agora.

A coligD, desde há muito que tentou usar o nome e a governação de Sócrates, para não falar do que lhe era exigido que falasse. De si própria e do que fez ao país. Essa estratégia falhou e a conversa teve de mudar.

A coligD, passou então a falar apenas de Costa e do PS. Mas os resultados voltaram a mostrar-lhe que não adiantava ir por aí. E, mais uma vez, teve de mudar de disco. Passou agora a falar do que diz que fez, mas nunca fez.

E foi aqui que entrou a coligE. Quase deixou de referir os feitos da coligD, para passar a ocupar-se do PS e de Costa, que a coligD já deixara em paz. Ou seja, estrategicamente, andam já a preparar a coligação das coligações.

Entretanto, para disfarçar, a coligD, acusa Costa e o PS de se aliar à coligE, depois das eleições. Claro que não são ciúmes. Também não é dor de coiso. É, simplesmente, a união de facto entre coligações. A do PC e a do J.

Viu-se que a coligD teve de mudar para se redimir do ‘tudo errado’ na sua atuação. Mas, passou os erros para a coligE, que pegaram neles, pensando que tiravam os votos que a coligD nunca conseguiria ir lá buscar. Errado.

Claro que para a coligD, o PS tem de ser de esquerda radical. Para a coligE o PS tem de ser de direita. Daí que prefira atirar-se ao PS, a atirar-se à extrema-direita. Não há como viver nos extremos. Do PC ao Jerónimo PCP.

Depois, anda por aí a Catarina, que tem umas tiradas interessantes. Uma no cravo, duas na ferradura. Não se cola a ninguém, mas a tradição ainda é o que era. Como não chega à fruta que quer, vai tentando a pedrada.

Nesta dança do, ora agora viras tu, ora agora viro eu, que eles adoram dançar constantemente, dizem agora: viras tu, mais eu. Mas ainda há quem prefira outra música e outra dança: mas quem não vira, sou eu.

 

 

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