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afonsonunes

afonsonunes

21 Dez, 2015

Combinado

 

O país está farto de despachar bancos em jeito de vender sucata resultante de arrumações e limpezas. Mas isto só tem acontecido depois de uns mestres em rombos, ou roubos, terem previamente limpado os cofres, mesmo sem luvas.

Assim, lá deixaram as impressões digitais e, com elas, a sua identificação. No entanto, é o Zé Povinho que, anonimamente, tem de tirar do seu bolso, o dinheiro que ninguém foi capaz de obrigar a recolocar nos cofres vazios.

Agora foi o Banif da laranjada madeirense, tal como o fora o BPN da laranjada continental. Pelo meio, mais uma enorme e sumarenta golpada no BES. Isto quer dizer que para estes trabalhinhos não falta gente altamente especializada.

Desta vez, coube aos espanhóis ensinarem os portugueses a vender um banco em maré de saldos sem atender ao preço real. Isto quer dizer que Portugal vende mal e Espanha compra bem. Assim, a Espanha cresce e Portugal mingua.

Porém, todos sabemos que o nosso fado é ver contrapartidas a passar à frente dos nossos olhos. Como submarinos que nem o periscópio se deixa ver. Somos os melhores beneméritos da Europa. Nós oferecemos tudo e quase à borla.

No entanto, temos agora uma boa oportunidade de propor um importante negócio à Espanha. Isto porque os espanhóis precisam urgentemente de quem lhes ensine como é que se forma um governo. Nós temos toda essa experiência.

Então, eles devolvem-nos o Banif, nós ficamos com os cento e cinquenta milhões e ensinamos-lhes a técnica de romper aquela velha e relha tradição de governar quem ganhou as eleições. É que isso foi chão que deu ruina da grossa.

Para que o negócio não seja um desastre ainda maior para os dois países, não pode ser o Passos, e muito menos o Portas, a explicar essa técnica ao Rajoy. Para confusão, já basta aquela que lhes tolda as cabecinhas não pensadoras.

Se acaso o negócio não acontecer, lá vão os espanhóis ensinar aos nossos inconformados ex-governantes, como é que se consegue a repetição do ato eleitoral. A lição já virá tarde, mas é sabido que mais vale tarde que nunca.

Portanto, convém que tudo fique bem combinado entre a tróica formada por Rajoy, Passos e Portas, a fim de se reporem já, as tradições que vêm do tempo da Maria Cachucha. E, já agora, combinem que as modernices não passarão.