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afonsonunes

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Pois, começou a triste feira de vaidades e de mentiras que é uma campanha eleitoral neste país de gente séria que só quer o bem do país.
Mas lá vamos descobrindo, aqui e acolá, que a maioria dos candidatos a ocupar cargos públicos, afinal, lá se vão abotoando com umas coisitas sem importância nenhuma.
E nem sequer vem a público a maioria dos casos de gente que a comunicação social ignora. E que quem de direito, por vias mais que tortas, ataca sempre no mesmo sentido.
Realmente, a propaganda está sempre inviesada. O realce vai sempre para as chamadas polémicas que são, exatamente, a maneira mais absurda, mais cobarde e mais reles de contaminar qualquer debate.
E a comunicação social delira com as polémicas, sempre visando quase só uma parte do todo, ou seja, a parte que lhe interessa deitar abaixo.
O país está cheio de gente que não sabe, nem quer saber, o que é verdade. Mas sabe, e não se cansa de denunciar as suas mentiras. E essa gente diz-se séria. E até gosta de se considerar independente.
Quanto aos candidatos, não faltam projetos, ou simulacros de projetos, para encher barrigas vazias de há muito tempo. E grandes obras que nunca sairão do papel.
Mas há uma matéria que nunca é objeto de projetos eleitorais. Os recursos humanos. A limpeza dos corruptos que lidam com os cidadãos e lhes chupam a carteira para conseguir que a burocracia não lhes tolha a iniciativa.
Ainda não vi isso em nenhum programa eleitoral, do mais pequeno ao maior partido, ou dos muitos independentes que não o são, nem nunca o foram.
No entanto, os cidadãos sofrem as maiores atrocidades se não conquistarem as simpatias de quem tem os seus interesses nas mãos.
Há muita corrupção lá por cima, há muita coação e muita pressão nos mangas de alpaca, sejam eles, chefias intermédias ou quadros onde só deixam escrever quem tiver a letra bonita.
Há gente nas câmaras que passam a vida a fazer a cama a quem não lhes passa a mão pelo pelo. E quem está acima, ou não vê, ou não tem autoridade para acabar com a pouca vergonha.
Em muitos casos, bastava apenas que os eleitores reparassem atentamente nas fotografias dos candidatos. Eles são bem conhecidos pelos seus feitos anteriores. Mas nunca desistem.