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afonsonunes

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O nosso Zé Manel entrou a rir e sai a rir da sua guloseima europeia. Não sei mesmo se a sua passagem por lá não suscitou uma risada pegada de quem acompanhou de perto os seus enormes discursos e decisões.

Foram dez anos de muito trabalho, de trabalho árduo e inovador, num local de brilho de cegar, quando as grossas nuvens não ocultam o sol. E Durão, teve o azar de ter mais dias de nuvens negras, que de sol. Bye-bye!

Por cá também temos cómicos com muita categoria. Também dizem que, tal como a UE, o país está melhor agora. Para eles, sim. Para os outros, as nuvens não lhes saem da vista. Não saem as nuvens, nem os cómicos.

Porque o poder é uma guloseima que se entranha, que vicia e que custa a vencer a sua ausência. Depois, com a continuação vem a sede, a sede de poder. Os gulosos também se tornam sedentos, se sentem o poder a fugir.                    

As eleições passam a meter medo e com ele, o erro do anúncio de decisões por quem não o pode fazer. É o caso da marcação de eleições. Os recados passaram a ir de S. Bento para Belém, quando era o contrário.

Há sedentos a anunciar gulosos mas, pelo meio desses anúncios, percebe- se mais uma vez que, quem fala na barca quer embarcar. Que quem tem o vício do rebuçado, está em pânico por já o imaginar na boca de outro.

Mas, tudo na vida tem os seus momentos de graça e de desgraça. Há quem veja felicidade onde outros vêm miséria. E há quem ria às gargalhadas quando outros choram. Deve ser dos cómicos que temos.