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afonsonunes

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10 Jun, 2016

Condecorações

 

Como foi diferente este dia comemorativo da nossa democracia. Diferente até na sua internacionalização. Festejá-lo, pelo presidente da República, no mesmo dia e em Lisboa e Paris, só podia ter acontecido com Marcelo.

Mas, diferente também, em todo o seu conteúdo político, diplomático e social, graças ao estilo inovador do novo presidente. Como o anterior já havia esgotado os habituais agraciados ‘de porque sim’, a lista foi outra.

Assim, do seu rol de condecorados, não constou o corajoso Morais Sarmento que se está a bater ao piso de presidente do PSD. Mas ele bem merecia, pois não é qualquer um que se atreve a enfrentar o atual líder.

Marcelo também entendeu não medalhar Paulo Portas, apesar de se tratar de um ‘herói trabalhador’, depois de sair de um governo em que primou por não fazer nada. Agora, ainda só tem sete ofícios e vai ter mais.

Acresce que Paulo Portas também deu sinal de ser um indefetível homem que não corre atrás do dinheiro. Diz-se que podia, enquanto ministro, ter resgatado um tesouro de cem milhões do fundo mar. Mas, virou costas.

Tal como não aceitou os milhões que se diz por aí, ter recebido do negócio dos submarinos. Milhões do mar, nunca foi com ele. Exceto, tirar milhões de fotocópias. Mas em terra. Por tudo isso merecia a medalha ao peito.

Marcelo também não quis condecorar o político mais badalado do ano: Francisco Assis. O homem que é de esquerda e de direita ao mesmo tempo. Quem inventa esta roda do poder, devia ter sido condecorado.

Depois, temos o meio artístico sempre tão esquecido. Marco Paulo bem o merecia: nunca deixou cair o microfone. E, Judite de Sousa e Medina Carreira, deslumbraram e ainda deslumbram mesmo sem o micro na mão.     

No entanto, Marcelo surpreendeu com a seleção. Já lhes ofereceu um jantar, já lhes prometeu Ferro no primeiro jogo, para não empatar, Costa, no segundo, para não perder e no terceiro, Marcelo, para festejar o grupo.