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afonsonunes

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26 Mar, 2015

CONFIANÇA

 

O governo português respira confiança por todos os poros no que respeita ao futuro. Surge agora mais um termo, robustez, que transmite aos cidadãos a força interior que vem dos governantes e dos seus amigos.

Por seu turno, os portugueses transpiram desconfiança através de suores frios, por não verem convertido o seu esforço diário em qualidade mínima de vida e em possibilidade de sustento continuado dos seus familiares.

Está por saber se a confiança de quem dirige os destinos do país, é efetivamente uma confiança baseada na realidade dos factos, ou se ela não passa de uma forma de tentar, mais uma vez, camuflar a realidade.

A confiança conquista-se com verdades continuadas e indiscutíveis, apoiadas em dados mais sólidos que os voláteis e confusos que são apresentados através de discursos eleitoralistas eivados de incoerências.

Por outro lado, desde que é governo, a atual maioria mais não tem feito que atropelos de toda a ordem, em todas as áreas da governação. Esses atropelos seriam sempre graves, mesmo que algo tivesse melhorado.

Há valores imprescindíveis na vida de uma nação e de um país. E esses, não há como disfarçá-los com análises distorcidas e visões surrealistas. E não adianta cuspir para o lado, ou babar-se com pretensos erros alheios.

A grande e efetiva verdade, é revelada diariamente através de mentiras sucessivas de pessoas que pisam constantemente os seus deveres e as suas responsabilidades. Que não são capazes de assumir posteriormente.

Portanto, ainda que toda a gente estivesse a nadar em dinheiro, o país não estava bem. Não é o caso. Mas se fosse, faltaria verdade, para que os cidadãos confiassem nos seus dirigentes. É óbvio que isso não acontece.

Não acontece, porque os governantes, tudo fazem para não merecer essa confiança. Porque eles desconfiam de quem não lhes agrada, agridem psicologicamente e estragam a vida de muita gente realmente séria.