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afonsonunes

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04 Mar, 2017

Confortabilíssimos


Não há nada melhor na vida que a gente sentir-se confortável e de consciência tranquila com tudo o que fazemos e dizemos em nossas casas, na rua, ou nas nossas atividades diárias.

Contudo, como em tudo na vida, há aquelas exceções que nos deixam de boca aberta. A nós, porque a delas, exceções, não abre nem fecha como a das pessoas normais como nós.

Não vou tão longe que esteja para aqui a sugerir que as pessoas que constituem exceção às bocas abertas, sejam declaradamente anormais. É evidente que para elas, os anormais somos nós.

Bom, mas deixemos lá isso de exceções e passemos a gente confortável. E começo por Pedro Passos Coelho que garantiu que o seu PSD não se sente desconfortável com os offshores.

Eu parto do princípio de que quem não se sente desconfortável, está confortável. E pensava eu que um primeiro-ministro coerente e solidário, era o responsável político por todo o seu governo.

O mesmo acontece com Assunção Cristas, líder do CDS, o partido do super mentiroso Paulo Núncio. No entanto, Cristas elogiou de forma exuberante a nobreza de carácter do sujeito.

Parto pois do princípio, de que Cristas, tal como Passos, também não se sente desconfortável com o Núncio, não devendo ter tido nada a ver com o assunto, pois no CDS cada um faz o que quer.

Cristas e Passos só se sentiram extremamente desconfortáveis com o que se passou na casa dos outros, por terem desconfiado que houve uma mentira, na Assembleia, para eles indiscutível.

Depois de tanto barulho, acabam por aceitar que lhes retirem o tal direito à tal verdade de saber tudo, transformando um fracasso evidente, na vitória retumbante de poucos, saberem só um pouco.

Neste país, até os sucessos são motivo para alguns se sentirem desconfortáveis, frustrados e revoltados. Mas isso só os motiva para que inventem fracassos que os tornam confortabilíssimos.