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afonsonunes

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24 Mai, 2016

Cores

 

Começo pelo azul que, presentemente, está muito pálido e muito longe daquele azul celeste de outros tempos. E digo presentemente, embora, em boa verdade, o esbatimento da cor já venha de uns bons três anos para trás.

E tem provocado alguns embaraços até em pessoas muito desembaraçadas. Por exemplo, em Marcelo Rebelo de Sousa, o nosso presidente, de quem ainda ninguém ousa dizer mal. E não sou eu que vou começar nova onda.

Que alguém a irá iniciar, inevitavelmente. Quando, é o que vamos ver. Mas vamos lá ao azul. Marcelo esteve no domingo no Jamor e entregou a taça ao seu Braga, de gravata azul agarrada ao colarinho. Parece que foi falta de senso, mas não foi.

É que Marcelo não podia ir para ali de gravata vermelha. Obviamente.  Embora seja a cor do equipamento do seu Braga do seu coração. Também não podia levar gravata verde, tendo em conta o que se passou o ano passado.

Então, optou pelo mal menor. E a gravata azul condizia com a entrega da taça a quem, com mais favoritismo, a iria ganhar. Marcelo enganou-se. Toda a gente se engana, apesar de haver muitos infalíveis, mas apenas e só, nas mentiras.

Os azuis ferrenhos dirão que Marcelo e a sua gravata azul, deram azar aos azuis e carradas de sorte aos vermelhos. No caso, os vermelhos do Braga que, vá lá saber-se porquê, deviam ser verdes às riscas brancas, devido ao seu nome de batismo.

Assim, fica-se sem saber se o Braga, é o Sporting de Braga, ou o Benfica do Norte. É uma boa questão para Marcelo clarificar. Mas nunca com gravata   vermelha, pois agora, o que está a dar, é o amarelo. Está em todos os noticiários.

E até Passos Coelho já virou amarelo, ou não fosse ele como aqueles fura greves da direita, pois as greves agora são um privilégio… da direita patronal. E não é o CDS que se cola ao PSD, mas sim o PSD que anda a reboque do CDS. O dos amarelos e azuis.

É caso para perguntar por onde anda a laranja que tanto sumo azedo injetou no país.

O vermelho está a dominar o panorama político nacional e Marcelo está nessa onda, mas sem vermelho. Foi o Benfica, foi o Braga, mas foi, antes do mais, o engenho e a arte de António Costa, secundado por Catarina e Jerónimo.

E é isso que está a deixar muita gente vermelha de raiva, com azul nas veias e amarela com as lutas perdidas ingloriamente. A estes, convém lembrar que nunca se deve perder a esperança. O verde é a cor desse milagre.

Até porque, lá pensarão eles, Marcelo pode voltar a ser o catavento de outros tempos.