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afonsonunes

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22 Jun, 2015

CUIDADO, DOUTORA !

 

Ao que parece, foi assim que começou a desgraça do ex-primeiro-ministro, José Sócrates. Um diferendo insanável entre ele, os juízes e o ministério público. Depois de várias tentativas, meteram-no lá dentro.

E, ao que dizem os que estão cá fora, só lá para o ano que vem se saberá o que lhe vai acontecer. Obviamente que não há pressa nenhuma. Pelo contrário. Ora a ministra Paula Teixeira, deve estar muito atenta ao primo.

Suponho que Rosário Teixeira é primo de Paula Teixeira. E ambos são amigos de Carlos, que não é Teixeira. Isso não obsta a que esses laços se quebrem, se a paz e a harmonia vier a estar em causa neste triunvirato.

Para já, a culminar outros cortes já acumulados, vem agora o corte de relações entre os ex-amigos, agora amigos de costas voltadas. É preciso que ela meça bem as consequências. Eles podem vir a não perdoar.

Portanto, o menos que se pode dizer a Paula Teixeira, é que não se meta com eles. Convém não esquecer o que Sócrates fez. E ela não esquecerá, certamente, o que disse e o que fez para que isso viesse a acontecer.

Aliás, se eu estivesse no lugar de Paula Teixeira, a esta hora já tinha prevenido todos os meus amigos para estarem a pau. Em primeiro lugar, que não emigrem. Em segundo, que revejam a titularidade das contas.

Depois, tudo pode acontecer. Até formarem um núcleo de amigos. Mas não convém chamarem-lhe ‘Paula sempre’, nem tão pouco, ‘Paula nunca’. Sempre e nunca, são palavras inócuas na alta sociedade portuguesa.

Os tempos mostram à saciedade que os amigos depressa se transformam em inimigos. Os conselheiros depressa se armam em acusadores. Os bons, depressa se transformam nos maus. Enfim, uma cambada de hipócritas.

Tão depressa exigem, como logo a seguir se insurgem por terem sido atendidas as suas exigências. Uma cambada de cobardes, que não sabem o que é respeitar a sua própria palavra, dando o dito por não dito.

Portanto, doutora, deve ter muito cuidado, pois vivemos já um verão quente, tão quente, que não será difícil esquecer o de setenta e cinco. Com nuances diferentes. Mas ainda não se sabe o que está para sair dali.