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afonsonunes

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O grande tema do primeiro e, ao que parece, o único debate televisivo entre António Costa e Pedro Coelho devia ser comparar as borradas e as burradas de ambos, até ao momento em que vão limpar-se na televisão.

Felizmente para qualquer deles, e para os telespetadores, isso já foi ultrapassado. As borradas, em especial do Pedro e as burradas, principalmente do António, vão para as calendas, pois surgiu emergência.

E essa emergência é, nem mais nem menos, o aparecimento inesperado de novos e úteis participantes no debate. Daí que o resto tenha perdido o interesse. Surgiu José Sócrates e Carlos Alexandre para pararem o país.

País que está agora suspenso para, finalmente, ter a noção do que têm a dizer sobre borradas ou burradas que andam no ar há tanto tempo. Os portugueses esperam ansiosamente para ver qual deles cometeu mais.

Ora, como se sabe, tudo isto gira à volta do nove de setembro. Costa e Pedro vão a debate, Sócrates deixa Évora e Carlos quer dizer porquê. Portanto, nada melhor que juntá-los e fazer o debate do ano, a quatro.

É que tudo o que os quatro têm para dizer, é fundamental para que os portugueses saibam votar a quatro de outubro. Os eleitores querem lá saber das borradas e das burradas do governo e da oposição. Nada disso.

Os eleitores querem é saber quem ganha o direito a ir para Évora depois deste debate a quatro. E muito mais interessante seria, se fosse permitido que Portas também debatesse. Seria mais um candidato a ir para Évora.

Portas já está a debater-se interiormente com essa possibilidade. Mas, ao que parece, não são permitidos debates a cinco. Só arranjando mais um, para perfazer a meia-dúzia, pois os debates a seis já não têm proibição.

Claro que essa possibilidade pode vir ainda a acontecer, pois não seria difícil convocar o sexto participante, com borradas e burradas em série, para superar os outros. Estou ansioso. Nunca mais chega o tal dia nove.

Entretanto, olha, temos de ter paciência com tudo e com todos. Até mesmo com aqueles que querem abrir os olhos aos outros, mas não conseguem abrir os seus. E da escuridão nada de palpável se pode retirar.