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afonsonunes

afonsonunes

15 Set, 2016

Decoro

 

É mesmo brutal a falta de decoro da direita nas críticas a um imposto que ainda não se sabe em que moldes vai ser implantado. E digo que é falta de decoro porque não quero, de modo nenhum, pensar sequer que é ignorância na avaliação e no alcance desse imposto, caso venha a ver a luz do dia.

É que a direita devia saber que o atual governo está a tentar estabelecer um sistema justo de tributações, ao mesmo tempo que tem de restabelecer decoro nos desequilíbrios criados por essa mesma direita com os, esses sim, brutais aumentos de impostos nas classes média e baixa.

O governo precisa de dinheiro, sim, olha a maravilha!... Mas vai tirá-lo onde o há, para o repor onde a direita o sugou. Pelo contrário, a direita sugou-o das classes média e baixa, para o meter nos roubos dos bancos. E quem foram os que o roubaram ou dele se apoderaram?

Por exemplo, a camarilha do banco laranja, o BPN, onde se deu dinheiro aos milhões e juros de muitos milhares. A quem? São conhecidos por demais. Se o banco era laranja… A direita julga que o povinho é trouxa e já se esqueceu dos muitos nomes que vieram a público.

Nomes que foram aparecendo, mas logo desapareceram de circulação. Talvez seja por isso que nunca mais se calam com o Sócrates. Até parece que se olha apenas para o vago fumo dos rumores, deixando fora do alcance das vistas curtas, tudo o que se revelou mais que evidente.

Para a observação dos fumos não faltam milhões. Para revelar os meandros do conhecido, faltam meios de toda a ordem. Será que nunca mais se mete na ordem quem gera esta enorme vaga de desordem?

Esta direita de Passos, Cristas e companhia, já perdeu todo o decoro, pois todos eles são hoje mais que uma triste decoração de um país que pode e deve tomar um novo rumo. Porque o rumo e os ‘rumeiros’ que ainda provocam tantas saudades, ‘morreram’ de vez.

Bem podem os saudosistas inventar palhaçadas, desastres, catástrofes, falsas propagandas, indignas deturpações da verdade e vangloriarem-se da sua própria falta de decoro, que o país vai podendo escolher quais os interesses que convém implantar ou remover de vez.