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afonsonunes

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11 Fev, 2014

DEIXEM-SE DISSO

 

 

Este é o país em que só anda, aquilo que se torna completamente inútil concluir. Até porque uma boa parte dessas coisas que andam, ou desandam, nunca têm fim à vista, tão escuros são os seus embrulhos.

Está para decisão o já célebre atraso do jogo Porto/Marítimo para a taça da Liga. Agora estão em visita todas as capelinhas da corrupção, onde se vai medir uma vez mais, a força dominante que nunca sai vencida.

É óbvio que não adianta fazer inquéritos ou instruir processos. O presidente do Sporting diz que vai acabar com este estado de coisas. Pois bem, tem aqui uma boa oportunidade para demonstrar a sua força.

No mesmo sentido vai o trabalho da comissão parlamentar de inquérito aos estaleiros de Viana do Castelo, que nesta data tomou posse. Mais uma trabalheira danada, com os contribuintes a arder como de costume.

Não se percebe como insistem nessa inutilidade, sabendo-se que nunca chegam a uma única conclusão. Seja qual for o teor dos relatórios, o que conta são as imposições dos corruptos que dominam as maiorias na AR.

Verificou-se hoje mais um enorme sucesso do governo. Especialmente, de Dona Maria, a Única. É motivo de grande regozijo, pois estamos safos do perigo de bancarrota durante o corrente ano. Para o ano logo se vê.

Já não há como tirar mais dinheiro aos do costume. Valha-nos a felicidade de ter-mos um governo que tem crédito. Como ainda não é a fundo perdido, credores não faltam. O negócio dos juros é uma tentação. 

Afinal, continua a ser fácil pedir dinheiro para viver. Quanto a pagar, isso é o negócio habitual. E a gente a pensar que as dívidas eram mesmo para pagar. Ou para ir pagando. Afinal, são para empurrar para a frente.

Deixem de fazer aquilo que tanto criticaram no passado. Mais, usem a cabeça para não estar sempre a piorar o que estava. Façam a reforma inteligente de que falou Pedro Reis ao bater com a porta. Oiça! Oiçam!

Só gostava de saber onde vai o governo tirar dinheiro para um dia pagar. Aos do costume, não dá. Aos intocáveis, nunca deu, nem vai dar. É preciso e urgente acabar com tudo o que é inútil. Desmandos? Deixem-se disso.