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afonsonunes

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17 Mar, 2014

DESPERDÍCIO

 

 

Ando a fazer um estudo, que espero venha a ser esclarecedor, sobre as vantagens e desvantagens de se utilizarem nomes curtos ou compridos quando nos referimos aos políticos. Estas linhas são apenas um palpite.

Estou convencido de que vou concluir pela necessidade de um simplex para a onomástica oral e escrita dos portugueses em relação aos políticos. Para cada político apenas um nome. O máximo, dois em casos excecionais.

Vamos a casos concretos. Todos os dias e todas as noites, se pronuncia e escreve, um nome: Pedro Passos Coelho. Imagine-se a quantidade de saliva e de tinta que se poupariam, se fosse utilizado só um dos nomes.

O mesmo se passa com Manuela Ferreira Leite. Podia ser só Manuela? Não. Há muitas. Tal como Ferreiras. Tal como Pedros. Mas Leites, Passos e Coelhos, falando de políticos, são mesmo inconfundíveis.      

Compare-se o que se passa com Seguro. Ninguém o refere como António José Seguro. É o Seguro para cá e o Seguro para lá. Também ninguém, ou muito raramente, se trata o PR por Aníbal Cavaco Silva. Estará mal?

Como digo, estou apenas a estudar o assunto. Há alguns políticos que têm o privilégio de ter dois nomes de referência. Não têm só um, mas também não têm os três. São, portanto, a já pobre classe média dos políticos.

O Pedro está a dar cabo de nós. O Cavaco está a ajudar o Coelho. A Leite não gosta do Passos mas adora o Aníbal. O Seguro está desiludido com o Silva. A Manuela detesta o António e o José. Há um Portas e um Maduro.

O Jardim vai fundar um partido, mesmo que o senhor Silva não deixe. Não, aqui parou. Se não se permite mais que um ou dois nomes, também não há senhores, nem doutores. Quanto a professores, já estão abaixo de cão.

Estou convencido de que nenhum português tem dúvidas de quem se trata nos nomes atrás referidos. Se assim for, a que propósito se gastam tanto e tão desnecessariamente, os três nomes de Pedro Passos Coelho?