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afonsonunes

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03 Abr, 2015

DESTA É QUE VAI

 

A caça ao tesouro está em plena corrida, ou não estivesse o país de tanga e os portugueses a precisar de um estímulo especial para daqui a uns meses se dirigirem em massa às urnas de voto. Vamos, pois, e já, à caça.

Nada é mais estimulante, do que a esperança de encontrar tesouros escondidos no país, ou não andassem tesos, quase todos os portugueses. Tudo porque agora, nem caçadores nem caça, são nada do que já foram.

Consta que desta vez até os habituais caçadores vão estar sujeitos a ser caçados. Talvez por isso ande toda a gente tão caladinha. Até os que já tinham uma peça de caça valiosa dada como abatida, se calaram agora.

De repente, o coelho e a coelha intocáveis, passaram a alvos apetecidos, o que trouxe um silêncio aterrador às matas, normalmente, aturdidas pelo disparar constante das suas espingardas. Os tiros estavam sem controlo.

Com chumbo a zunir aos ouvidos dos mais atiradiços pelo fogo cruzado que se gerou, nada mais sensato que umas tréguas, especialmente bem-vindas nesta quadra pascal, em que a paixão deixou de ser a que era.

Durante essa paixão, muito se vai refletir e muito se vai pensar nas contingências da vida e da morte. Sim, porque há sempre mortes em perspetiva e durante todo o ano. Nesta época, a morte tem outro sentido.

Mas, a ressurreição vai chegar. Resta saber qual e a de quem. Há mortos que ainda mexem e há vivos que ninguém os vê mexer. Passada esta semana de especial silêncio, vamos ver se haverá quem se cale de vez.

Ou se será o tiroteio a ressuscitar no país inteiro, com a anterior violência e com uma única direção. Em qualquer dos casos, para bem, ou ‘para bem’, o país tem de mudar. Nem pode deixar de ser. Desta é que vai.

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