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afonsonunes

afonsonunes

09 Dez, 2019

Dia da corrupção

Parece que há uma comissão para esclarecer como se deve lidar com a corrupção. Acontece que a comissão ainda não tem quem a vai liderar. Mas isso não é nada que não se possa ultrapassar com toda a facilidade.

Obviamente que houve de imediato um movimento que se propôs ‘propor’ um nome que durante uma data de anos tanto se preocupou em garantir que nada fosse mudado nessa área mais que sensível.

Sabe-se como a justiça está encravada, parada, imobilizada, descredibilizada, ajoanada e alexandrada, por causa de coisas que a gente soube e sabe através de pombos correio que voam de manhã.

Esses pombinhos voam com o sol, passam pelos notícias, poisam na pintinha do i e andam de mão em mão em público, na um, na vi e na seec. E ainda o pobre económico em que as facas nuas fazem o eco.

Os cativados comentaristas de caixas de jornais escrevem muito mais do que sabem, já que não sabem nada ou quase nada. Para eles, sobretudo para eles, mas não só, todos os políticos são corruptos e ladrões.

Nada mais errado. Porque, não só os políticos, mas todos os ladrões, têm como característica, não ser corruptos. São apenas e só ladrões. Em geral, os corruptos não são ladrões, pois o seu ofício passa por outros.

Outros que a troco de contactos fabricam esquemas que satisfazem os interesses dos corruptos, sem que estes intervenham diretamente. É a vigarice que corrói a sociedade que os aceita e tolera com o seu silêncio.

Os grandes vigaristas conseguem relacionar-se com amigos da justiça, de grandes advogados e de muitos poderosos que controlam a opinião pública com os seus escribas das afiadas facas nuas sempre em riste.

São indubitavelmente os mais e maiores corruptos que falam e escrevem sobre a necessidade de combater a corrupção. Obviamente que se referem à corrupção dos outros. Não à deles, que essa é mesmo boa.

Pois venha de lá essa tal comissão que referi atrás, desde que ela não seja qualquer coisa, não a dita da Joana, que isso seria meter a raposa dentro do galinheiro, depois de depenados os galos e as galinhas.

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