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afonsonunes

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29 Mai, 2015

DIPLOMACIA CÓMICA

 

Em tempos que já lá vão a diplomacia parece que só servia para reuniões da alta sociedade nas embaixadas, onde se mostravam os luxos de cada país através de diplomatas muito bem vestidos e muito bem-falantes.

Pois bem, há já alguns anos tudo mudou. Os primeiros-ministros e o próprio presidente, passaram a ser os pivôs da diplomacia, logo designada por económica. Parece que foi um sucesso, como hoje está bem à vista.

No entanto, era inevitável o aparecimento de pequenos problemas, que só servem para realçar o desaparecimento de grandes problemas. Sócrates lembrou-se de viajar até à Venezuela. E que sucesso lá fez.

Depois dele, Portas seguiu a mesma rota quando foi para o governo. Mas, não sei porquê, depois de umas viagens prodigiosas, os negócios ficaram-se por aí. E o governante virou-se para a China. Por causa do mandarim.

Mas também passou pela Alemanha. E Cavaco já visitou meio mundo, sempre com Portas na roda. E batalhões de empresários. Grandes negócios certamente. Mas, grandes descobertas foram reveladas ao país.

Afinal, os grandes negócios com Hugo Chávez, diz-se, não passaram de grandes negociatas. E é aí que nascem as contrapartidas. Que, por enquanto, ainda são imaginárias. Talvez por isso Portas tenha fugido de lá.

Por enquanto, não sei se por ver que as de Sócrates não estavam disponíveis para continuar. Repito que não sei de nada. Mas sei que Portas se voltou para a Alemanha. As contrapartidas, ali, eram mesmo reais.

Chegaram cá, foram vistas, mas desapareceram. As de Sócrates ainda não foram sequer avistadas. Mas, as da China, que não são de Sócrates, já deram que falar. Mas só isso. Não merecem sequer o uso de uma lupa.

Esta chamada diplomacia económica, tem realmente aspetos muito sérios. E hoje, já não há dúvida de que tem também as virtudes de, para variar, descortinar aspetos bem característicos de uma diplomacia cómica.

É assim a vida. O que ontem era mau, hoje é virtuoso. O que ontem eram contrapartidas, hoje são partidas do contra. Vá lá a gente ignorante, como eu, perceber como estas coisas acontecem. Se calhar é só da minha vista.

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