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afonsonunes

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Quer se queira quer não, um dos pesos é mesmo pesado. O outro é um peso derivado. Formam um conjunto que faz movimentar muitas consciências, umas por ódios requentados, outras por quentes simpatias.

Por serem pesos muito relevantes na vida política nacional, estão presos até que Deus queira. Daí que se confunda o seu real valor relativo, em termos da sua classificação, entre pesos e presos. Questões de semântica.

São também duas medidas. Obviamente, duas medidas de peso. Ou duas medidas de preso. Por elas se mede a generalidade de todos aqueles que, mesmo tendo mais peso agora, não recebem medidas de igual teor.

É como a balança que tem os pratos desequilibrados. Como as balanças antigas que certos comerciantes batotavam para que os fregueses pagassem mais uns tostões. Mesmo sendo a balança o símbolo da justiça.

Mudaram-se os tempos, mudaram-se as balanças. Mas não mudou o mau hábito de se batotar os pesos e as medidas. Mais as medidas que os pesos, pois, em peso, podem equivaler-se mas, em medidas, tudo é diferente.

É caso para se reconsiderar a velha tradição dos símbolos. Os pratos da balança já não se movimentam com pesos de mais quilo menos quilo. Agora é tudo por teclas. Logo, presos e medidas são comandados a dedo.

Justifica-se pois, plenamente, que a balança e os seus pratos, deixem de ser símbolo de desequilíbrios irremediáveis, irrevogáveis e incontroláveis. Basta haver, como já há, a indomável destreza de dedos a batotar teclas.