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afonsonunes

afonsonunes

03 Fev, 2017

E agora, Teodora?


Ouvi hoje o Presidente Marcelo salientar três boas notícias para o país, nomeadamente, o anúncio feito pela UTAO de que o défice iria ficar nos três por cento, ou até, um pouco abaixo dessa cifra.
É caso para dizer que a UTAO e principalmente a sua presidente, deviam levar tao tao num sítio que eu cá sei, devido ao constante bota abaixo praticado nas suas apreciações às contas públicas, desde que este governo está em funções.
Apreciações que tiveram sempre uma colagem evidente ao coro de dúvidas, riscos e certezas, que chegaram a suplantar o ridículo dos partidos que faziam deles o seu cavalo de batalha para conseguir o regresso ao poder.
É curioso que seja o presidente Marcelo a vir a público realçar as coisas positivas que a própria comunicação social ignora, persistindo antes na visão catastrofista da situação do país, acrescentando notícias sobre notícias, quase sempre basedas em dados inventados ou retirados do seu real enquadramento.
Podem dizer que o presidente está feito com o governo, que Costa é otimista irritante, que Marcelo voltou a ser o comentador que controla os ventos e as marés, mas a verdade é que lá de fora, já começou a ouvir-se uma música bem diferente daquela que alguns músicos nacionais, bem duros de ouvido, continuam a tocar, frente a maestros que fazem dos braços agitados as suas batutas descoordenadas.
As televisões estão cheias de comentadores da treta que têm a sua sobrevivência como tal, dependente do tom de voz que mais agrada aos seus empregadores. É curioso como ali, mesmo com opiniões diferentes, eles suavizam os seus comentários para que não sejam acusados daquilo que eles são mesmo, na generalidade, da esquerda à direita, homens e mulheres que não têm a coragem, ou o conhecimento e isenção suficientes para irem ao fundo das questões e deitá-las cá para fora.
Por exemplo, os portugueses mereciam saber as verdades sobre a corrupção de todos os políticos e não só sobre alguns escolhidos. É que, para a investigação e divulgação da corrupção na esquerda, servem os indícios, as suposições e as visões, ainda que distorcidas. Quanto à corrupção na direita, não contam os favores de contas em bancos amigos, benefícios de juros, levantamentos à pressa, não pagamento de millhões levantados, etc. etc. Tudo com a certeza de que nem sequer são investigados.
Depois deste desvio da minha corneta inicial, asseguro que nem tudo é culpa da UTAO, pois há muito mais gente que bem merecia o tal tao tao que nunca chega a sacudir as merecidas roupas. Até porque agora, a Teodora já não merece nada ser castigada.