Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes


Já que ainda não há incêndios porque a chuva resolveu frustrar os desejos e os anseios dos incendiários para quem só as castrástrofes de grandes dimensões lhes alimentam a esperança de que o governo saia queimado destas guerras de chamas e fumos, há que alimentar o sentimento de que é inevitável o país estar à beira de novas desgraças, devido à incúria e irresponsabilidade dos responsáveis atuais pelos destinos do país.

Obviamente que para esses incendiários o governo tinha de aceitar de imediato todas as chantagens dos candidatos à renovação de todos os contratos de meios de combate aos fogos, aproveitando o pânico dos incendiários que não querem perder o prazer de ver tudo a correr ao seu gosto como no ano transacto e, ao mesmo tempo, deteriorar a situação económico financeira favorável, que tanto os tem preocupado.

O incendiários são muitos e proliferam a vários níveis. Mas, todos eles, não podem deixar de ter uma ligação umbilical entre eles. Todos adoram chamas e fumos, arda o que arder e queime-se quem se queimar, desde que a situação do país mude radicalmente daquela que atualmente nos governa. O sucesso desta governação é a frustração daquela que quer suceder-lhe, pois, assim, como está, não pode continuar, fazendo progredir tudo aquilo que devia estar a regredir.

O incendiários políticos não se calam nem desistem de propalar desastres sobre desastres que, sucessivamente, se vão ficando pelos anúncios. Os incendiários da informação, apesar dos insucessos informativos, continuam a inventar histórias diárias de destruição e colapso do país, além de nos massacrarem diariamente com as repetições macabras de tudo o que sacrificou pessoas e bens. Já que não acontece o que eles mais desejam, não deixam que o país se liberte desse trauma para poder ultrapassá-lo.

Para lá dos incendiários políticos e da informação, há todo um circuito de colaboradores diretos ou indiretos, incendiários contratados ou simples seguidores por simpatia que, aparentemente, ninguém persegue nem denuncia, que executam no terreno todas as tarefas que vão no sentido de colocar em cheque quem ficará sempre com a fama de que nada fez para evitar as tragédias bem montadas, porque bem orientadas e executadas por esses incendiários diurnos e nocturnos.

A preocupação maior de todos os incendiários, de todos os níveis e seus colaboradores, é procurar alibis para que tudo lhes passe ao lado. Não interessa que as ignições sejam aos milhares ou que elas sejam efetuadas de dia ou de noite, por terra ou pelo ar, por descuido ou por mãos sujas e bem untadas, sempre em locais de difícil acesso e de fácil e relevante propagação.

Todos esses incendiários falam na obrigação de que não podem acontecer mais tragédias semelhantes às do ano que passou. Mas todos eles não querem que se comece por eles, descobrindo-os, mostrando-lhes os rostos, neutralizando-os, para efetiva segurança do país. Com eles em roda livre, ninguém poderá garantir nada. Para lá de que na natureza ninguém manda. Nem ninguém pode garantir processos de controle dos seus desmandos.

Não é por se pedirem demissões, seja de quem for, voluntárias ou forçadas, que o país ficará garantidamente mais seguro. Até porque muitos dos grandes responsáveis pelas condições atuais, não se demitiram quando não fizeram o que deviam. Mas clamam agora por demissões a cada dia que passa. Que saudades que eles têm do tempo que o país perdeu à espera dos resultados das suas incompetências. E das suas faltas de vergonha de ontem e de hoje.