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afonsonunes

afonsonunes

21 Jun, 2015

É PARA PARAR!

 

Há tanta coisa boa que faz muita falta ao país e está parada. E há tanta coisa inútil, perniciosa e desnecessária que não para de avançar. Mas também há tanta coisa que custou muito a adquirir e não para de recuar.

Segundo notícias que correm por aí, a Presidência da República Portuguesa, gasta mais que a Monarquia do Reino Unido ou a Monarquia de Espanha. Há que ter em conta a dimensão e riqueza destes três países.

Diz-se que em Belém, ou para Belém, trabalham mais de quinhentas pessoas. É muita gente. Sobretudo, tendo em conta tudo aquilo que os portugueses veem sair de lá. Ou aquilo que não veem sair de Belém.

Nessa ordem de ideias, parece que o mais provável é andar por lá muita gente a apanhar bonés. Sendo evidente que quando o presidente fala pouco, alguém não lhe sugeriu assunto. Se fala muito, alguém exagerou.

Talvez não haja a noção da dose certa em muitas matérias. A noção exata de quando é para avançar, de quando é para parar e de quando é para recuar. É que não raras vezes se avança tanto que só há uma saída: recuar.

Mas, o meu espanto não se fica por aí. Parece que, em breve, os ex-presidentes custarão ao país, mais de um milhão de euros anuais. Não sei que interpretação dar ao ‘em breve’. E qual a importância real atual.

Também nesta matéria, talvez não fosse descabido dizer que é tempo de recuar. Diria mesmo que é por aqui que se devia cortar em fatia larga. É só meditar um pouco na utilidade de tantas mordomias de inútil fachada.

Condições de vida condizentes com a função exercida, sem dúvida. Agora, ter todas as condições para produzir trabalho que não tem quem o aceite, é um desperdício. Nem o presidente em exercício pode fazer o que quer.

Sim, porque o país não precisa de cinco presidentes a produzir opiniões, ou a exercer magistraturas de influências, ou mesmo a exercer o direito à indignação. Todos eles têm direitos pessoais, muito ou pouco respeitados.

Para além desses direitos, há um milhão por ano que podia ter um destino bem mais justo. É sabido que estes quatro ex e o atual, depois de ajustes bem adaptados à realidade do país, até podiam ficar mais equilibrados.

Assim, continuaremos a pensar que há muita coisa que devia ser para parar, ou até para recuar, tratando todos por igual. Depois de tudo bem analisado e estudado, com a merecida dignidade, dizer: É para avançar!