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afonsonunes

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A pergunta parece inocente, mas não é preciso ir ao dicionário à procura de resposta. Porque é mais fácil a gente pôr a cabeça a funcionar. Basta pensar nos bandidos que nunca são incomodados, nunca são investigados, logo, nunca são julgados, nem condenados, obviamente.
Nem é preciso estar pensar num qualquer Frederico nem num qualquer Jorge. Se pensasse, logo chegaria à conclusão que há um Frederico que está fora de questão e um Jorge que tem tudo a ver com a questão. Até porque esse Frederico resolveu inovar quando enfrentou o Jorge.
Estou até em crer que o Frederico mostrou que finalmente era preciso haver alguém que não amouchasse às constantes investidas contra quem não lhe satisfaça a sua sede de domínio em todos os sentidos, desde os mais ou menos aceitáveis no seu meio, até aos mais sujos e aviltantes.
Desse ponto de vista, Frederico mostrou finalmente alguma coragem, coisa que não se tem visto na denúncia reparadora por parte de órgãos que deviam ter tudo para intervir, tal como toda a comunicação social, onde o azul se manifesta escandalosamente, até em fanfarronices.
Porém, confesso que, com muita surpresa minha, hoje mesmo ouvi comentadeiros e arregimentados desde há muitos anos, a zurzirem a sua indignação contra os modos do Jorge, agora relembrados, e também agora erguendo as suas vozes de apoio à reação do Frederico.
É que me apetece dizer que tão bandido é o que se atira odiosamente a quem não tem o seu passado de sujeiras, como bandidos são todos aqueles que protegem, e sempre protegeram, quem devia pagar normalmente por todos os atos de banditismo de que tanto se orgulha.
O Jorge, finalmente, tem alguém que o enfrentou nos exatos termos em que atingiu o Frederico. Parece que está na hora, mais uma vez, de alguém dar o murro na mesa capaz de fazer tremer quem mostre vestígios maiores ou menores de grandes ou pequenos bandidos.