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afonsonunes

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25 Fev, 2017

Ei-los


Depois do triste e vergonhoso espetáculo de quinta-feira no debate da AR entre Costa e Passos, em que este parecia mesmo um coitadinho implorando inspiração aos seus deuses para que tivesse o mau génio suficiente para desorientar Costa, em que a gesticulação atingia o auge do desespero, eis que surge hoje a verdade, aquela verdade que ele julga sempre que é como a dele, ou seja, a mais execrável das mentiras.
Acontece que Costa, como é seu hábito, ouve, ri e espera que a sua verdade venha à luz do dia. A serenidade e o bom senso, não estão ao alcance de políticos de baixo nível, daqueles que se excedem ao menor sinal que vêem no horizonte para atirar lama para os seus adversários. Costa foi acusado de estar a fazer política de baixo nível e de uma aitude soez. Afinal, hoje, tudo pode ser lido ao contrário.
Assunção Cristas afirmou a este propósito da fuga dos dez mil milhões, que sabia muito bem o que o seu governo tinha feito e lá despejou o seu veneno sobre Costa. Afinal, Costa tinha razão e ela, Cristas, teve de engolir agora que Paulo Núncio, do seu partido, foi o causador de todo este imbróglio. Com que cara se pode ficar, depois de todo este desatino de raiva que mostra bem como é preciso pensar bem, antes de asneirar à grande.
Luís Montenegro não o fez por menos. Considerou que Costa teve uma atitude soez e imprópria de um primeiro-ministro. E lá vieram todos com a Caixa na ponta da língua, seu refúgio comparativo para todos os seus desvarios. Luis Montenegro e Nuno Magalhães não se importam nada de meter a pata na poça sempre que querem pisar alguém. Deviam, no seus próprios interesses, conter as suas bocas, dominar as suas línguas, sempre que não estivessem certos de que não vão botar asneira, quantas vezes desconhecendo as normas que regem o país. Assim, as suas frequentes ignorâncias e irresponsabilidades não lhes virão a dar votos no futuro.
Ei-los, todos estes estorvos de uma vida partidária sã e digna de um país que já podia e devia ter os comportamentos indispensáveis à normalidade democrática. Mas, infelizmente, acontece que a direita não se conforma, todo este tempo depois de a esquerda ter assumido o poder que terá, antes de mais, de mostrar ao país que já assumiu os motivos porque o perdeu e mostrar as razões porque já se sente capaz de por em prática as medidas alternativas que apresentar, depois de votadas a seu tempo.