Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

01 Dez, 2014

ELE SEM ELE

 

Ainda há uma canção velhinha que diz – ele sem ela não é ninguém. Na verdade, se olharmos para cima, vemos perfeitamente que isso faz todo o sentido. Mais, nós os portugueses, sentimos isso a todo o momento.

Já o contrário – ela sem ele - desenrascava-se na maravilha. Até porque todos sabemos que as mulheres são muito mais completas no que toca às tarefas do dia-a-dia. Por alguma razão se diz que lá em casa mandam elas.

E há muitas delas que também mandam lá no gabinete, ou no escritório, ou na oficina. Aí é que não se compreende o que eles estão lá a fazer. Ao menos que vão para casa lavar a loiça, ou fazer a comida, ou ver a novela.

O problema é mais complicado quando – ele sem ele, não é ninguém. Eu diria que – um sem o outro, não são ninguém. Mas, ainda definiria melhor a situação de ambos se dissesse que os dois juntos não valem um sequer.

Não entendo por que motivo ainda não houve ninguém que se lembrasse de pedir à Madalena Iglésias que atualizasse a sua canção. Certamente que teria um êxito ainda maior. Mas podia manter parte da outra letra.

Por exemplo – ele é bom rapaz, um pouco tímido até. Obviamente que tinha de colocar isto no plural, para não destoar de – eles, um sem o outro não são ninguém. Embora essa coisa da timidez, tenha virado estupidez.

Já ouvi dizer que, por detrás de um grande homem há sempre uma grande mulher. Cá para mim, essa não pega. Um deles não é grande. Aliás, por detrás de um homem pequeno, está sempre outro, ainda mais pequeno.