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afonsonunes

afonsonunes

10 Dez, 2015

Eles são o quê

 

Estou quase tentado a dizer que há deputados que são, homens e mulheres, deportados para a Assembleia da República para se esganiçarem, patearem, insultarem, aplaudindo ou vaiando. Nunca, representantes de quem os elegeu.

Porque quem elege deputados, fá-lo com a convicção de que serão, no mínimo, pessoas bem-educadas, responsáveis e coerentes com o que pensa e faz a generalidade dos portugueses. E os portugueses não são totós nem arruaceiros.

Quando um deputado vulgaríssimo acha que um grande e ilustre pensador, jornalista, comentador e historiador, deve abandonar o partido de que ambos são militantes, mostra bem a espécie e a mentalidade de um tal deputado.

E o motivo invocado por essa espécie de democrata e exemplar da sua social-democracia é, simplesmente, porque entende que o ilustre independente, deve apenas ser o que ele, deputado viciado pela voz do dono, nunca soube ser.

Ser deputado, mesmo que seja um reles deputado, não é apenas ter por função escrever loas de louvor à sua irmandade, ou fazê-lo ao botar impropérios da boca para fora em qualquer palco. Sobretudo, em disparates evidentes.

Da mesma espécie são os deputados que, quando se trata de colocar em causa a representatividade, o prestígio e a importância da segunda instância do estado, apenas se preocupam com as minhoquices da pior das partidarites.

E, se isto acontece com deputados sem qualquer nível, o que dizer de quem, acima deles, sorriem ufanos de tais estilos, porventura, provenientes dos seus exemplos, se é que não aconselhados, ou obrigados a fazer essa triste figura.